::UM POUCO DE MIM::

Sombradosol


Sou um homem que a minha história de vida tem pouco de mim e muito dos outros. Ela está fragmentada no olhar dos que me olham, na voz dos que me falam, no enredo dos que me narram, nos sentimentos dos que me amam, nas flores que cultivo ao longo de minha caminhada. E como a vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas. Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos





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    Como não poderia deixar passar em brancas nuvens, hoje resolvi voltar ao cantinho que tanto prazer proporcionou-me durante tanto tempo, e os faço para poder deixar registrado a todas vocês mulheres que pela imensidão do seu amor, tem um pouco de anjo e muito de Deus, pela incansável solicitude dos cuidados seus; Uma mulher que, ainda jovem, tem a tranqüila sabedoria de uma anciã e, na velhice, o admirável vigor da juventude, se de pouca instrução, desvenda com intuição inexplicável os segredos da vida e, se muito instruída age com a simplicidade de menina. Mulher que sendo pobre, tem como recompensa a felicidade dos que ama, e quando rica, todos os seus tesouros daria para não sofrer no coração a dor da ingratidão. Mulher que, sendo forte, estremece com o gemido de uma criança e, sendo frágil, consegue reagir com a bravura de um leão. Mulher que, enquanto viva, não lhe damos o devido valor, porque ao seu lado todas as dores são esquecidas, entretanto, quando morta, daríamos tudo o que somos e tudo que temos para vê-la de novo ao menos por um só momento, receber dela um só abraço e ouvir de seus lábios uma só palavra. Dessa mulher não me exijas o nome, se não quiseres que turve de lágrimas esta lembrança, porque já a vi passar em meu caminho. Mesmo que nunca tenha gerado um filho, mesmo que nunca venha a gerá-lo. Toda mulher é mãe, primeiro da boneca, mais tarde dos irmãos, casada é mãe do marido. Sem filho, será mãe adotiva. Entregará a alguém os benefícios do seu amor, os sobrinhos, os filhos alheios, uma causa justa. Não basta somente um dia para consagrar às mães, porque o seu amor e o seu carinho foram, são e serão sempre intermináveis. É uma história que não tem começo nem fim, porque nossas mães nos sonharam muito antes de nossa existência uterina, nos amaram bem antes de ver as nossas faces, e nos pressentiram um futuro feliz quando ainda nem éramos presentes. Não basta apenas um dia para agradecer tudo o que nossa mãe fez por nós. Se raras são as palavras para traduzir todos os gestos e afetos que recebemos de nossa mãe, generosas são as lembranças de sua sabedoria e ensinamentos. Não basta um dia, o dia das Mães é um dia para sempre. Porque as mães são infinitamente ternas, e sempre eternas. A maternidade é irreprimível, como uma fonte de água que uma pedra obstrui, ela vai brotar adiante. A maternidade não tem fronteira, não tem cor, não tem preferências. É das poucas coisas que se basta a si mesmas. Tem sua própria devoção: a Esperança. Tem sua própria ideologia: o Amor. A todas vocês um feliz dias das MÃES! Fiquem em paz, na minha paz.

     



    - Postado por:Sombradosol



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    Com o pouco tempo de Sombra do Sol nesse mundo fascinante que é a nossa blogosfera, onde me instalei, provisoriamente, numa página simples e humilde, trazia comigo uma enorme confiança em Deus e no coração palavras e emoções que aos poucos foram cativando todos vocês inesperadamente, contra todas as minhas expectativas. Tinha consciência que esta nova etapa da minha vida seria um desafio maior do que os anteriores. Mas reconhecia-lhe a vantagem de estar alicerçado no espírito, amadurecido ao longo de minha linda caminhada pela vida. Não sabia muito bem como, mas queria pôr a minha experiência de vida há muitos anos alicerçados na fé ao serviço da nossa blogosfera. Tinha noção dos meus limites pessoais, mas havia uma voz interior que me serenava. Deus, que me escolheu, abriria o caminho à minha frente. Assim prossegui na descoberta dos novos caminhos, no contato com todos vocês que hoje tenho orgulho de chamá-los de amigos. Um certo temor da aventura diária, que me acompanhava, sempre foi vencido por essa força interior, tranqüilizante e impulsionadora, que em cada manhã me enviava para uma nova aventura, um novo texto. Deus concedeu-me a fortaleza necessária para corresponder ao envio que me fez e continua a fazer. Agora, novos caminhos me esperam. E parto com alegria e com esperança, alentado pela extraordinária experiência que me foi dado viver aqui no nosso mundo virtual. Quando iniciei o Sombra do Sol  constituiu um desafio e produziu um certo deslumbramento. Desafio pelo desconhecido, deslumbramento pela descoberta da imensa riqueza humana, espiritual contida em cada um de vocês e em seus blogs, cada um com sua característica particular a que tão facilmente me afeiçoei. Vim para servir e procurei fazê-lo da melhor maneira, apesar dos múltiplos limites. Com o decorrer do tempo, pude observar que para ajudar ao próximo não precisamos de muita coisa, é só termos boa vontade e disposição,  e assim conseguimos ser o fulcro unificador da nossa blogosfera, mas para isso acontecer precisamos ter tempo, nos dedicar, coisa que no momento não estou tendo. A dispersão unifica-se, o monolitismo diversifica-se, a rotina é vencida pelas exigências, a criatividade adquire sensatez, a glória modera-se, o sofrimento suaviza-se, a fadiga esquece-se e a alegria encontra espaço na partilha fraterna da nossa interação. Vim para servir, mas devo reconhecer, com sinceridade, recebi muito mais do que dei, basta conferirem os comentários de minha página e os que fiz na de vocês. Aprendi a ser blogueiro com vocês, e durante este tempo, tive o raro privilégio de conviver de perto com pessoas dotadas de ciência e sabedoria, que nos guia com alegria e docilidade, como amigos íntimos e sinceros, que  nos desvenda os caminhos da vida que ele próprio já percorreu. Em cada página que visitei o amor a Deus, a profunda clarificação da fé, a ilimitada capacidade de trabalho e a quase perene serenidade perante as contrariedades da vida, entre muitas outras, são qualidades pessoais que me tocaram profundamente em cada letra que li no blog de cada um. Notável foi igualmente a proximidade e convivência diária com os mais próximos, como formando uma irmandade residindo na mesma casa, autêntica comunidade de vida, de partilha de ideais e preocupações, de mútuo estímulo e de permanente fortalecimento da coesão espiritual. Foram dias inesquecíveis que me servirão de guia no futuro. O clima de proximidade e os laços de amizade que, entretanto se foram criando, tornaram mais fácil o relacionamento ajudaram a equacionar os problemas e a procurar as soluções mais convenientes, em cada momento. Saibam que podem contar comigo, porque não sou dos que acreditam que as relações humanas são mercadorias, vocacionadas para serem adquiridas ou descartadas de acordo com as "cotações de mercado" dos amigos. Levo comigo gratas recordações de amor e fé inquebrantável, de vasta cultura e zelo de cada pessoa que cativei. Parto do meio de vocês, com alegria e com esperança. A alegria de vocês será também a minha alegria. Conservar-me-ei unido a vocês nas visitas em suas páginas, nas orações e na comunhão de sentimentos. Quando iniciei minha página fiz um brinde ao novo e fiz um convite a que todos caminhassem em busca dos melhores sonhos que a generosidade humana foi capaz de desenhar. E agora usarei uma frase de Eduardo Galeano: “A utopia está no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isto: para fazer caminhar".  Da renovação deste convite faço minha palavra final. Até breve e muito obrigado pelo carinho de todos vocês. Fiquem em paz, na minha paz..

     



    - Postado por:Sombradosol



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    Dizem que a verdadeira missão das ostras, nas profundezas marinhas, é fazer parte da cadeia alimentar, transformando através  do seu processo de digestão a matéria orgânica em sais minerais. Acontece que uma determinada ostra, ao se abrir para cumprir a sua missão, se depara com um enorme e urgente desafio. Um grão de areia penetra-lhe a carne macia e a faz sofrer e para neutralizar esta agressão à própria vida, ela começa a elaborar uma substância nacarada e envolve o grão de areia dessa substância neutralizando a dor, o sofrimento, originalizando assim a pérola. Nós, somos um pouco como as ostras, temos uma missão enorme, e às vezes nos deparamos com grandes desafios. Desafios que nos fazem elaborar nossas pérolas pessoais. Perolas essas que muitas vezes perdemos sem saber bem o porquê, simplesmente se esvai, e quando percebemos a pessoa partiu sem dizer nada. Deixando um vazio imenso. Uma saudade grande que penetra nos meus sonhos e acelera minha inquietude. Às vezes penso que você virou estrela. Mas eu, particularmente, sei que isso não é verdade, você não virou estrela, a gente só vira estrela quando morre, não é esse o seu caso, você não morreu. Sei que está bem viva em algum lugar. Em alguma parte dessa selva de pedras gigante, rodeada de estranhos, cercada de rostos inexpressivos ou perdida, talvez, numa ruazinha sem saída. Quem sabe choramingando num beco de lembranças à espera de um milagre. O milagre do nosso reencontro, a graça do nosso recomeço. Sinto você rondando por guetos, escondidinha, como uma menina assustada, cheia de medos e receios, à mercê do acaso, ou do inesperado, não vê o dia, nem a hora de ser reencontrada. É por isso que busco que procuro, dentro de mim, incansavelmente, a sua presença, como o mendigo deitado na esquina querendo saber de que lado fica o amanhã. Futuco velhos baús, de um amontoado de caixas amarelentas, pulam imagens embaralhadas, salta o bicho papão dos meus sustos de menino. Não restou quase nada nesse quebra cabeça de mil peças, onde tento juntar, aos poucos, a medida em que o tempo me permite, os pedacinhos, formar um chão seguro onde pisar, ou um porto onde atracar meu barco a deriva de saudades. Às vezes, na minha saudade, me perco horas a fio nesse espaço que criei só para pensar em você.  Sempre que posso, fujo para dentro dele e me questiono: onde estará ela agora? Em que parte do meu eu distante aquele pedacinho de mim me escapou? Que atalho seguiu, que eu não vi? Por qual e estranho caminho sua sombra se embrenhou que não deixou pistas que pudessem, ao menos, ser seguidas a depois?  Fantasmas se formam em pequenas lágrimas, e se derramam pelo meu rosto, como se fossem cascatas de sonhos bonitos, sonhados ao aconchego de uma noite eterna, da qual não gostaria nunca ter acordado. Esses seres me assustam me prendem numa dor sem sentido, num abraço desconexo e, muito depois, quase às portas da exaustão, desaparecem, somem, criam asas enormes, se mesclam no ar, viram pequenos pontos distantes e da mesma forma como apareceram, se vão sem deixar vestígios. Assim como você se foi, um amor bonito que não vingou. Uma existência que se perdeu entre as brumas de um passado que maltrata e fere profundamente. Você minha ternura antiga, aquela que possui a cor do tamanho da infelicidade que, desde sempre, me atormenta. Ela tem, ainda, o cheiro acre do vazio que restou de tudo. Meu coração sente saudade e essa saudade é do tamanho do seu rosto. Uma parte de mim sofre, a outra se desvencilhou e seguiu viagem dentro de você. Numa dessas noites, embevecido em nosso quartinho de lembranças, seus olhos, de repente, pareceram me espreitar por detrás de uma canção distante.Você sorri, sorri um sorriso de princesa, ao tempo que se abre inteira, como uma pétala de rosa, igual flor desabrochada botão.  Nos abraçamos longamente. Nessa hora, você se entrega, sem medo, se envolve, no calor dos meus braços. Saímos de mãos dadas, sem nos importarmos com os demais e corremos até o portão -, há um corredor comprido até onde está o portão –, todavia, antes de chegarmos até ele, tudo se dissolve. Vira tempo, fumaça, lembranças. Não fosse pouco e tudo se esvai, tudo se junta à noite, onde uma lua gentil nos espreita lá do alto. Saudade derrama prata sobre seus cabelos. Bate um vento ameno, que duplifica o enigma, como se alguém deitasse no frio piso do corredor, uma varinha mágica. Mal tenho tempo de gritar, aliás, eu grito, eu grito, grito forte, grito sentido. O meu amar não exclui a solidão, nem destrói esse indivisível fardo que carrego.  Minha voz se perde num silencio em branco e preto, consome a fotografia que desenhei de você. Consome a mim, num eterno enigma que me envolve logo depois. Mas eu sou, como a  ostra, que no meu sofrimento, vou elaborando a pérola para poder adornar seu pescoço. Você é o meu alvo. A flecha alcança o alvo que Atrai a flecha. Você partiu eu sei, sem dizer nada. Permaneceu, por aqui, um vazio imenso. Mesmo dentro desse vazio, percebo que o vento deixou suas lições, sem, no entanto, dissentir. Na minha saudade, enquanto espero por você, enquanto sinto o vento, enquanto sinto o ir e vir de tudo, uma esperança, ao meu redor, se veste colorido. Nessa esperança, até as flores do jardim dos seus olhos brincam de primavera. Fiquem em paz, na minha paz.

     



    - Postado por:Sombradosol



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    Primeiro pinte uma gaiola

    Com a porta aberta

    Depois pinte

    Algo gracioso,

    Algo simples,

    Algo bonito

    Algo útil

    Para o pássaro.

     

    Então encoste

    A tela a uma árvore

    Num jardim

    Num bosque

    Ou numa floresta.

     

    Esconda-se

    Atrás da árvore

    Sem falar

    Sem se mover...

    Às vezes o pássaro

    Aparece logo

    Mas ele pode demorar

    Muitos anos

     

    Antes de se decidir.

    Não desanime.

    Espere.

    Espere durante

    Anos se necessário.

    A rapidez ou a

    Lentidão do pássaro

    Não influi no bom

    Resultado do quadro.

     

    Quando o pássaro aparecer

    Se ele aparecer

    Observe no mais profundo silêncio

    Até o pássaro entrar na gaiola.

    E quando ele entrar

    Delicadamente feche

    A porta com o pincel.

     

    Então

    Apague uma a uma todas as grades

    Tomando cuidado para não tocar

    Na plumagem do pássaro.

     

    Em seguida

    Pinte a árvore

    Escolhendo o mais

    Bonito dos seus galhos

    Para o pássaro.

     

    Pinte também a

    Folhagem verde

    E o frescor do vento

    O dourado do sol

    E a algazarra das

    Criaturas na relva

    Sob o calor do verão.

     

    E então espere até que

    O pássaro decida cantar.

    Se o pássaro não cantar

    É um mau sinal,

    Um sinal de que

    A pintura está ruim.

     

    Mas se ele cantar

    É um bom sinal,

    Um sinal de que você

    Pode assinar.

     

    Então, com muita delicadeza,

    Você arranca uma

    Das penas do pássaro

    E escreve o seu nome

    Num canto do quadro.



    - Postado por:Sombradosol



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    Nestes últimos dias os que comigo convivem puderam observar a tristeza em meu olhar, os mais chegados observaram além da tristeza no olhar a guerra interior que travo comigo mesmo, pois falta a essência do ser, do viver. Em abril de 2006 numa noite cansativa, onde o telefone toca pedindo minha presença sem demora, saio de casa as pressas, não via nada nem ninguém na minha frente, uma corrida desesperada e a voz de minha filha aflita ao longe eu escutava me pedia calma, devagar, pois já vamos chegar. Não estava eu preparado para esse infeliz dia, jamais esquecerei de nossos momentos felizes, sua partida deixou uma sensação de vazio eterno. É difícil pra eu aceitar essa partida prematura, afinal poucas horas antes estávamos lanchando juntos. Você que me ensinou a arte de amar, de compartilhar, ensinou-me a ser homem, ser gente, com seus sábios ensinamentos recheados de amor e ternura. Mas restou essa saudade, a certeza de que os dias que virão serão de amargura. Nesta noite para mim triste, em que a vida parece perder seus encantos, essa flor negra da desesperança em mim existe. Para dar-te o último adeus; diante de você fiquei aos prantos. Não poderei mais ver os olhos verdes seus. Badalam os sinos da Igreja anunciando sua hora triste, pelas ruas da cidade vai, a passos lentos, sem ao menos olhar para trás. Ao mesmo tempo em que, fico a sofrer, sei que irás atender a um chamamento, que foi feito por Deus. Minha MÃE e Amada Minha, vá em paz, rumo a sua nova moradia, Adeus! Adeus minha Estrela Guia. E eu aqui, as lágrimas teimam em cair, sem timidez, sem hipocrisia, rolam quentes pela face. Não há por que esconder o sentimento puro que flui do apertado coração machucado pela dor da separação. Vão-se as horas passando, os ponteiros do relógio rolando, e eu aqui, chorando, pois chorar não é fragilidade, chorar são gotas quentes, torrenciais: De intenso amar, de emoções a extravasar. Amenizando a saudade e a dor da tristeza, que vem precipitada, assaltando e se aninhando em meu pensar. Deixem-me chorar! Cobram-me a interrupção de meu choro, e perguntam-me onde se escondeu o homem forte que sempre fui. Não quero este rótulo de forte, quando acontecimentos inesperados e mal administrados tecem armadilhas e delas meu coração não se desvencilha. Dispenso este rótulo de forte, quando sinto as forças exaurirem, como o vapor da água cristalina borbulhando no calor do fogo que a consome. Não quero este rótulo de forte, e, sem chorar, mais e mais me definhar. Em máscara de fortaleza não quero me esconder, há tempo pra sorrir, há tempo para chorar. Nem sempre podemos navegar por mares calmos e tranqüilos. Muitas vezes ao balanço da vida há momentos com tormenta, e o tormento, tortura e amargura o pensamento, há ondas imensas, furiosas, horrorosas, sacolejam o frágil corpo e esfacelam a desavisada alma, e o mar bravio está. Mas restam o consolo e a certeza de que tudo isto passará. Tenham uma excelente semana com saúde e luz. Fiquem em paz, na minha paz.

     



    - Postado por:Sombradosol



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    Hoje eu havia programado postar meu ultimo texto, e assim guardando boas recordações dos momentos vivenciados por todos nós. Está escrito e pronto para postar, e certamente será postado no decorrer dessa semana, mas de repente não sei o porquê deu vontade de mudar o meu postar. Muitas vezes quando agimos por impulso, perdemos tantas coisas que nos é importante e nem damos conta, quando percebemos já perdemos, em vastos campos de egoísmo, por tê-lo desprezado e negligente que somos geralmente nos tornamos escravos de nossa intolerância, nos vemos sozinhos por opção e arredio por ignorância, pobre ser debilitado de energia e estéril de harmonia. Mártir de uma causa egoísta celebre detentores de uma verdade tão exclusiva, quanto inexistente, fortes movimentos rumo ao nada norteiam nossa investida pela vida, sempre cheia de desesperanças, forte aliado do pessimismo e servo, ainda que acomodado, de nós mesmo. Travamos lutas incessantes com nosso eu. Afinal não existe fruto ruim, nem terra infértil, não existem mentes sem pensamentos, não existem pessoas sem alma, e então olhamos para dentro da nossa alma, a nobre alma humana, e descobrimos túneis infindos, verdadeiros labirintos que se estendem tão profundamente, que precisamos voar em mágicos tapetes e percorrê-los, sem medo e sem pudor, e trazer a tona todo sentimento, fazer respirar, expor à luz. E assim vamos descobrindo em um canto deste labirinto, que é a alma humana, algo escondido, um ser? Um objeto? Não, descobrimos nossos sentimentos muitas vezes esquecidos por nós, esquecidos não, aprisionados mesmo, em uma masmorra de egoísmo e orgulho, mas mesmo na insanidade de submetê-lo a um injusto cárcere temos que aprender a pegar a chave que abra as portas de nosso coração, ao abri-lo, vamos ter a surpresa de ter um encontro com Deus. Muitas vezes lágrimas e sorrisos misturavam-se aos confusos pensamentos e vozes assim como sonoras brisas, sopravam em nossos ouvidos: foi bom ter achado o caminho de volta, mas se um dia por um acidente qualquer voltarmos a nos perder pelos labirintos da vida, temos que aprender a voar para dentro de nós mesmos, pois Deus sempre estará de braços abertos dentro de cada um de nós, basta procurar. Fiquem em paz, na minha paz.

     



    - Postado por:Sombradosol



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    Há momentos da vida que reconhecemos que estamos prontos para dar um novo salto, para efetivar uma mudança profunda. Lançamos-nos em novos desafios. Mas, aos poucos, nós nos pegamos fazendo os mesmos erros do passado. É como se tivéssemos dado um grande salto para cair no mesmo buraco. Caímos em armadilhas criadas por nós mesmos. Nos auto-sabotamos. Isso ocorre porque, apesar de querermos mudar, nosso inconsciente ainda não nos permitiu mudar. Em nosso íntimo, escutamos e obedecemos sem nos darmos conta, ordens de nosso inconsciente geradas por frases que escutamos inúmeras vezes quando ainda éramos crianças. Acredito que todos nós quando criança escutamos certas frases e até hoje repassamos aos nossos filhos, por exemplo: "Não fale com estranhos" Como a nossa mente foi programada para não falar com estranhos, cada vez que conhecemos uma nova pessoa nos sentimos ameaçados. Uma parte de nosso cérebro nos diz “vá em frente” e a outra adverte “cuidado”. É possível dizer a alguém para não amar? Para não sofrer, para não chorar, para escolher a quem vai amar? Somos regidos por alguma regra que temos que amar só os conhecidos? O coração não tem lógica, não tem juízo, se entrega e, entre dores e amores, sobrevive, vive. E quando o amor acaba nos fechamos na dor, na solidão até que a ferida sare e mesmo com uma enorme cicatriz recomeçamos o ciclo, novo amor. Sempre estamos atrás de alguém pra nos dar amor, amor esse que deveríamos ter por nós mesmos. De fato, o que acontece quando vamos atrás de alguém com esta intenção? Arrumamos, alguém que nos supra carência, que nos supra a falta de uma outra pessoa, que levante nosso ego, que nos dê amor. Será que isso é amor? Não, amor não faz com que dependemos de alguém, pelo contrário, amor liberta, amor confia, amor quer o bem da pessoa, amor não faz sofrer, amor é diferente de dependência. Por que é tão difícil ficar sozinho? Não acredito que ficar sozinho seja o destino de ninguém, porque é muito bom amar, porque é muito bom dividir as coisas com outra pessoa e ter objetivos em comum, mas também precisamos treinar o desapego. Imagine uma chuva de vento com um guarda-chuva, fica difícil segurá-lo, e ao mesmo tempo ele não vai nos ajudar em nada, se deixá-lo ir, ficará mais fácil, vamos nos molhar do mesmo jeito, mas não vamos sofrer em segurar algo que não agrega em nada. É isso que precisamos treinar, desapegar, aceitar as coisas como elas são, sem nos acomodar com as coisas, sempre lutar, mas aceitar a perda. Com isso fica mais fácil não estarmos junto de pessoas que servem apenas como válvulas de escape. Tudo passa na vida, achar que ter alguém pra substituir outra pessoa vai te fazer bem é um engano,  só vai gerar nova decepção, nova dor. Então, o que fazer? Deixar de sentir, anular os sentimentos, calar a vida que teima em pulsar nas veias, o sangue a correr quente pelo corpo levando a esperança por todos os poros impulsionando a continuar? Ou, simplesmente ignorar todas essas emoções e vegetar numa redoma protegido de tudo e de todos, mas principalmente protegido de nós mesmo? Temos poucas escolhas na vida ou vivemos apegados ao ontem, ao passado, ou damos uma chance ao hoje tentando visualizar o futuro, não existe terceira opção. Estagnar, segurar o tempo no presente é impossível, ou paramos ou seguimos. Não existe "se" na vida prática, existe o sim ou não. Talvez, nem pensar "se" eu não fugisse, "se" eu não tivesse dito, "se" o caminho escolhido fosse o outro e não este. Não tem volta, destino traçado, ou ajudamos a traçar o nosso destino? Por que alguns conseguem outros não? Porque são mais corajosos, se arriscam mais, vão à luta sem medo e mesmo perdendo não desanimam enquanto outros se acovardam, ficam em pânico de tentar, abaixam a cabeça, encolhe os ombros, medrosos deixam que a vida os levem a mercê como uma folha carregada pelo vento, isto é o que o destino quer, ou que nós deixamos que o destino queira? Quantas vezes nós mesmos não damos uma pequena contribuição ao destino, às vezes erramos, às vezes acertamos num eterno jogo de ganhos e perdas que nunca ninguém vai saber quem realmente ganhou ou perdeu só aquele que viu a oportunidade de ser feliz e deixou escapar por medo ou covardia. Vai saber de quem é a culpa, nossa ou do destino. Fiquem em paz, na minha paz.

     



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    Costumo falar que sempre procuro meditar, seja lendo um texto, um livro, ou mesmo antes de dormir. Pois aprendi que assim agindo, eu aquieto a mente, voltando-a para o interior, onde descubro o Ser interior, fonte de toda a vida, criatividade, paciência, compaixão, bondade, compreensão, coragem, sabedoria, entusiasmo e amor. A meditação nos faz fortes, eficientes, competentes, corajosos, independentes e livres. Tais qualidades conduzem ao sucesso em todas as áreas da vida tanto material como espiritual, à medida que vamos meditando aprendemos a comandar nossa vida, despertamos o amor dentro de nós, conseguimos a união perfeita da mente e do coração, e assim unimos corpo, mente e espírito. Durante a meditação, mudamos a freqüência das ondas cerebrais e mentais que se acalmam, sentimos o que é paz de espírito e serenidade interior e isto é contagiante. Tanto que consigo passar, e porque não, ajudar pessoas, tanto no real como no virtual, transmitindo tranqüilidade e fé. E assim vou contribuindo para a paz, com um coração mais pacífico, espalhando harmonia e compreensão. Portanto, para que se alcance a paz, temos que tratar o problema, antes de tudo, como uma questão de princípios, a paz advém de um estado  interior apoiado por   uma  atitude  espiritual  ou  moral, e é principalmente  através da  evocação  dessa atitude que se pode chegar á possibilidade de soluções duradouras.  Problemas todos nós temos. Temos que saber não oferecer resistência e nem ficarmos tristes. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitar a tristeza, e quando isso acontecia, discutíamos, eu e a tristeza, demoradamente, foi uma experiência desgastante. Aprendi com minhas meditações que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos, ela entra, e quando me dou por conta, ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros, cumpriu sua missão sem afetar minha vida. Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e depois se perdem difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados. Diante de tudo isso, não há como deixar de sentir-me impotentes nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro, mesmo porque não agindo assim, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro, outro dia li o dito popular, é saber o que fazer com cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, preparar uma limonada, saborosa, refrescante e agradável. Sempre falo que não adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E rapidamente, de maneira certa ou errada, problemas são como bebês, só crescem se forem alimentados. Muitos deles resolve-se por si mesmos. Mas quando solucionamos de forma inadequada eles voltam, dão-nos uma rasteira e, aí sim, o anulamos corretamente. A felicidade, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio, e a felicidade é grandes problemas bem administrados. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo. Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Penso que os dois são finitos e cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias ao invés de aguardar a grande felicidade. E tudo isso serviu para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades, impostas ou auto-impostas, que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria. Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Apreciamos a luz porque já estivemos no escuro. Apreciamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza. Olhe para o céu, agora, se é dia, o Sol brilha e aquece, se é noite, a Lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida, de aprendizado do passado, vivenciando intensamente o presente, pois assim como o Sol e a Lua, o amanha a Deus pertence. Fiquem em paz, na minha paz.

     



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    "...E terás confiança, porque haverá esperança; olharás ao redor de ti e repousarás seguro." Jó 11:18

    Hoje estava sem inspiração alguma para escrever, quando abri os comentários de minha página e relendo alguns, resolvi refletir sobre algo que foi proposto, e movido por um outro comentário fiquei analisando a vida. Fui ao dicionário buscar uma definição. ”Compaixão s. f., dor perante o mal alheio” entre outras definições. Compaixão é a atitude interior de sensibilidade pela dor, pela infelicidade e pelas dificuldades do outro, que conduz a um comportamento de apoio, de amparo e disposição para a animação das pessoas constantemente preocupadas, tristes e angustiadas. A compaixão é o resultado da mudança de comportamento gerada pelo conhecimento, que promovem experiências pessoais profundas da onipresença de Deus Amor. No nosso dia a dia  se repararmos e analisarmos a compaixão produz “milagres” na transformação de personalidades que sofrem desequilíbrios emocionais decorrentes de experiências negativas. Todos nós em algum momento agimos com compaixão,  amamos o próximo como a si mesmo, pois foi esse amor ao próximo que está me iluminando agora . A compaixão gera muita paz interior, tranqüilidade, segurança e sentimento perene de felicidade porque alimenta o desejo e a busca de conseguir fazer os outros felizes. Não que eu seja iluminado, mas tudo isso encaro como conseqüência da evolução espiritual. Evolução essa que faz florescer do nosso interior vários sentimentos e comportamentos construtivos, diferentes da maioria das pessoas. A compaixão surge como resultado da busca, de saciar a “fome” de Deus-Amor, inata no ser humano.  É bem verdade que muitas vezes passamos por situações para as quais parece não haver mais esperança, situações onde nos encontramos num beco sem saída. Nessas horas de tribulação, de provação e até mesmo de angústia e desespero, as circunstâncias parecem ser maiores que nós, e sentimo-nos derrotados, fracassados, impotentes e sem esperança. Foi assim com Jairo, quando recebeu a notícia de que era tarde demais, sua única filha havia morrido, e já não valia a pena Jesus ir até ela (Marcos 5:35). Foi assim com Marta, quando seu irmão Lázaro adoeceu e morreu quatro dias antes de Jesus chegar a Betânia (João 11:17). Foi assim com Jó, quando ele perdeu tudo o que tinha - bens, filhos e filhas, saúde, reputação (Jó 1 e 2)  numa sucessão de perdas quando até mesmo sua esposa e seus amigos se voltaram contra ele. Mas até mesmo nessas situações tão extremas, a guerra não esta perdida. Talvez ao longo da nossa caminhada com Deus, nós percamos algumas batalhas, mas nunca a guerra! O nosso general é Cristo.  Ele quem peleja por nós e nos dá a vitória. Jesus Cristo, a esperança da glória. É n'Ele que devemos colocar a nossa esperança e a nossa fé. Assim como Jairo, Marta e Jó devemos colocar nossa fé no Senhor e crer que nem tudo está perdido, e que apesar da adversidade das circunstâncias, "Ainda há esperança". "Porque há esperança para a árvore, pois mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como planta nova" (Jó 14: 7 - 9). Sim, devemos crer que ao cheiro das águas, viverá e dará frutos! Uma pequena fé num Deus Grande... firmados na promessa de que "seremos como árvore plantada junto a corrente de águas que, no devido tempo dá o seu fruto, cuja folhagem não murcha, e tudo quanto fizermos será bem sucedido" (Salmo 1:3). O Senhor está no controle. Ele tem um plano, e assim como Ele disse a Jairo, hoje Ele diz a você e a mim: "Não tenhas medo, confia em mim". Crer e confiar. E Jesus ordenou à filha de Jairo que se levantasse, e a menina logo saltou e começou a andar. "Ainda há esperança!" Marta sabia disso quando disse: "Senhor, se cá estivesses, o meu irmão não teria morrido. Mas eu sei que mesmo agora não é tarde demais, pois tudo o que pedirdes a Deus, Ele te dará" (Jo 11:20). Há um propósito para todas as coisas, inclusive para as nossas provações. Portanto,

    "Aquietai-vos e sabeis que Eu sou Deus" (Salmo 46:10). Fiquem em paz, na minha paz.

     



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    Nem sempre tudo é bom, nem sempre tudo é ruim, mas basta sabermos aproveitar os dois momentos em nossa vida. Quando estamos com alguém e está bom, devemos valorizar isso, quando não estiver, saber a hora de dizer adeus, quando estivermos sozinhos, curtir cada momento de solidão, e saber que tudo vai melhorar. Vamos reagir a isso da melhor maneira possível, e não querendo sempre o que não temos, vamos querer o que temos, e batalhar para que seja cada vez melhor. E para ser melhor, independe de estar com alguém ou estar sozinho, depende somente de nós. Temos que saber curtir cada segundo da vida, é sentir que cada momento da nossa vida tem sua fase, e todas elas têm sempre, seu lado bom. Não podemos ter pressa, afobados, temos que deixar a vida seguir seu ciclo normal, não tem nada melhor do que sentir aquele friozinho na barriga, ter um brilho natural nos olhos, sentir a vida acontecendo, amar tudo de bom, e aprender com tudo de ruim que possa nos acontecer. Viver cada momento de nossa vida, momentos para sentirmos saudades um dia, e não sentir um vazio, sentir que perdeu tempo, e que poderia ter aproveitado muito mais. Temos que saber aproveitar esses momentos para fazermos uma auto-analise de nós mesmo. Como temos agido em nossas vidas? Será que o que acontece conosco não é reação de tudo o que temos feito? Quando alguém se aproxima de nós está por afinidade, se afinam com nossa sintonia, coisa estranha é a vida não? Quantas pessoas se aproximam e nem nos conhece? Mas quem disse que nossa sintonia não possa ser percebida inconscientemente por outras pessoas? Como uma sintonia de rádio, a qual sintoniza para ouvir a música que gostamos e nos identificamos. Assim funciona atração, e como as pessoas se aproximam de nós. De repente, reparamos que a mensagem que mandamos ao ar é o que nos aproxima, quando esta mensagem se modificar, ou seja, quando os nossos atos se modificarem, talvez passem a atrair pessoas diferentes das quais costumavam se aproximar. Pois todos nós somos mutantes e estamos sempre procurando mudar. Mudanças é sinal de crescimento e fazem parte do caminho da relação. É preciso, entretanto, distinguir as mudanças possíveis, das impossíveis. Quais seriam as mudanças impossíveis? Aquelas que nos tiram à alma, as que exigem que sejamos uma outra pessoa, as que nos fazem infeliz que nos fazem fingir, mentir, esconder. As que fazem com que sintamos culpa por sermos quem somos; as que nos fragilizam e nos deixam inseguros de poder fazer o outro feliz. É que, efetivamente, não podemos fazer o outro feliz, isto é uma mentira do amor. Podemos fazer alguém mais feliz, mas não, feliz; alguém mais infeliz, mas não, infeliz, por nossa culpa. Todo relacionamento tem problemas, a diferença é que devemos procurar juntos a solução para os problemas, quando eles surgem.E o que NÓS  podemos fazer? E não o que VOCÊ  pode e deve fazer. Se isto ocorre é porque um ou outro está sozinho, e cedo ou tarde a relação vai afundar, pois ela inexiste. A grande lástima é que nos afundamos junto. Primeiro nos afundamos, e quando não resta mais nada de nós mesmos, nenhuma força, respeito próprio, a relação afunda. Então ouvimos: Você não é a pessoa por quem me apaixonei! E não é mesmo, pois se perdeu de si, na procura do impossível. Temos que nos lapidar na vida, no trabalho, no amor. Nos lapidar enquanto cristal, brilhante. Qualquer coisa; não importa o que você está lapidando, porém depois de lapidado uma pedra de cristal continuará sendo um cristal, jamais poderá ser transformado em esmeralda! Sinta se está se lapidando para manter as suas qualidades, ou tentando transformar-se em outra coisa. Se for este o caso garanto-lhes, jamais conseguirá. Embora digamos que ninguém nos conhece, sempre nossas atitudes refletirão de alguma maneira em outras vidas e isso será transparente aos olhos da alma, aqueles que achamos que ninguém consegue ver. Fiquem em paz, na minha paz.

     



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    Quando escrevi o ultimo texto o fiz movido por um comentário que particularmente encarei como um desafio. Fui questionado sobre minha forma de pensar e agir, dai logo veio à mente e ser coerente com tudo que escrevo, penso e sou no meu dia a dia. Talvez poucos souberam interpretar minhas palavras, podendo ser constatado pelo numero de visitas na minha página e o numero de comentários, nunca um texto ficou tanto tempo postado e tão pouco comentado. Porque será? Não soube expor minhas idéias? Ficou complexo? Filosófico talvez?  Como tudo que faço eu faço por prazer, sempre procuro levar uma palavra de conforto e reflexão a todos que aqui passam, e que muito me envaidece quando leio que meu texto de certa forma serviu de ombro amigo, um porto onde a pessoa chegou e identificou-se com algo, e ancorou com suas angustias, tristezas, saudade e solidão. E analisando assim concluo que: No mínimo andamos na contramão e com uma contradição curiosa nas regras do universo, fazer o bem causa um prazer maior e muito mais intenso e duradouro que o prazer causado pelo mal. Porém, fazer o bem é mais difícil, mais demorado, mais doloroso a princípio e mais desafiador. Fazer o bem envolve renúncia. Temos que renunciar o prazer para alcançar um prazer maior. É algo contraditório, eu sei, mas é a verdade do que acontece. As pessoas não entendem esse prazer por não se deixarem tentar fazer. Será que Cristo, ao cuidar de pessoas que ninguém cuidaria amar pessoas que ninguém amaria, não sentiu prazer com isso? Será que porque ele ser Filho de Deus ele não merecia prazer, mas sim apenas sofrimento? Eu sinceramente discordo que ele não sentia prazer nas coisas que fazia. Talvez, tanto sentia prazer que por isso se manteve casto, como muitas crenças cristãs acreditam, e eu também acredito. Ele mostrou que buscar fazer o bem, é ser contrário ao mal que gera prazer, deixar de lado o prazer para assim irmos em busca de um prazer maior e mais duradouro, é algo que vale a pena. Ele mostrou para nossos olhos um prazer que é invisível para olhos que não buscam enxergar a verdade, que o prazer pelo prazer não gera boas coisas para nossas vidas. O estuprador, o assassino, o arrogante, o agressor, todos estes, trocam o espaço de seus pensamentos que deveriam ser para o prazer pelo remorso e pela auto- flagelação mental. O que sofre em buscar querer fazer o bem usa seu espaço da mente para o prazer de fato, que dura e é maior que o prazer instantâneo gerado pelo mal. O prazer do bem é difícil, porém maior. O prazer do mal é mais fácil, porém dura menos e tem efeitos colaterais que nos perseguirão por cada dia de nossas vidas.  O que você quer? Jesus, com seu exemplo de vida, nos dá a chance de largar para trás esses males que nos afligem, e nos faz entender o prazer proveniente do bem. Acredite que este prazer existe, e deixe seus olhos verem onde este prazer intenso, duradouro, verdadeiro e bom se encontrar. Com o tempo, você verá que fazer o bem é mais fácil que fugir do mal.  Vamos sentir prazer em tudo que fazemos e executamos, assim como estou sentindo agora digitando esse texto, o prazer não está em ler um livro, mas na sensação de estar aprendendo algo. Não está em ver o filme que ganhou o Oscar, mas na emoção que ele pode nos trazer. Não está em conquistar alguém, mas no encontro das almas. Está em tudo o que fazemos. Está no silêncio, no espírito, está menos na mão única e mais na contramão. O prazer está em sentir. Uma obviedade que merece ser resgatada antes que a gente comece a unir o útil com o útil, deixando o agradável pra lá. Quando soubermos absorver tudo isso pode estar certos que seremos felizes, e ser feliz é a maior prova de coragem nos dias de hoje. Fiquem em paz, na minha paz.

     



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    Tudo que faço, tudo que escrevo, tudo que comento, o faço de coração, deixo transparecer tudo que meu coração sente e reage. Prefiro expor a minha forma de ver, de agir e viver.  Quando analiso ou escrevo um texto, tenho duas armas na mão, o dicionário e a mais poderosa de toda, a Bíblia. E assim consigo ficar em comunhão com a parte mais íntima do sacrário, onde a análise tem tendência, não para a meditação, mas para a oração. Tenho convicção que a oração integra a existência humana, as raízes humanas, no sentido de mostrar o atendimento que ela faz a necessidades que são perenes, e ainda no sentido de mostrar como sua tarefa é tão durável como a tarefa humana. Enquanto existir um homem, enquanto ele guardar sua natureza racional, existirá pelo menos um embrião de pensamento e questionamento. Porque, sendo racional, eu sou compelido regido segundo essas leis; e essas leis conduzem, pelo meu desenvolvimento lógico. Como sou ser racional livre, me comporto diante da imagem do mundo que integro, e procuro buscar ao máximo minha tarefa humana de realizar a própria perfeição. Por que uma forma de expressar foi qualificada como forma filosófica de pensar? O que é essa aptidão de pensar? Fui buscar no meu intimo a resposta à sua questão. A partir dessa aptidão filosófica da natureza humana, que se revela pela continuidade, como determinado estilo de comportamento. Ela tem uma configuração, como energia espiritual adequada a determinadas exigências. Tolerância, paciência, ciúme, dúvidas, diálogo, tudo isso aprendi a duras penas, tive que ouvir o lado feminino que existe em todo homem. A grande maioria tem medo de admitir, por vergonha ou pelo convívio numa sociedade machista. Pois eu falo e me orgulho de agir assim, talvez aí esteja à explicação pelo convívio amigo que tenho com minha filha, lógico que em nada afetou minha masculinidade, muito pelo contrario, só me fez crescer e entender melhor as mulheres. Sou sabedor que um ato livre tem uma determinada estrutura que não é igual à estrutura do ato intelectual. Eu como homem e pai de família sempre agi pensando, querendo, sentindo, imaginando, errando e associando. Tudo isso é aprendizado. Sempre fui comandado pela fidelidade das relações que integro. A forma como penso me expresso já revela que a forma de pensar é algo inelutável. Sempre fico atento penso e atendo às leis do pensamento. Se alguém se abandona, se entrega à ação coativa das leis, que regem o seu pensamento, termina dando à realidade, que está como objeto da sua percepção. O atendimento às leis que governam o pensamento conduz, querendo a pessoa ou não, sabendo ou não sabendo, de uma forma incoercível, a expressar a sua reação intelectual face ao mundo. Pensar é pensar algo sobre determinada coisa. O objeto do pensamento é sempre o ser. Pensar é relacionar as experiências que colhemos e recolhemos durante nossa vida. Minha intenção é definir o pensamento resultante de uma estrutura constituída de força, coragem, para falar o meu modo de pensar e agir. Forças que, embora distintas, heterogêneas e diversas, trabalham, dentro de mim com determinismo. O ato resultante do pensar ensinou-me a comportar-me como homem diante do mundo, no sentido de conhecê-lo e, conhecendo-o, atuar sobre ele; tento primeiro, conhecer-me a mim mesmo, para depois escrever tudo que vocês lêem. E assim no ato do exercício do pensamento está minha totalidade. Em cada ato, em cada palavra. está o homem experiente e vencedor. Essa estrutura se revela, não só una, mas constituída de uma complexidade de forças; que se revela sempre igual em todo meu comportamento, que tem  continuidade, integra a estrutura total da personalidade. Ela não é constituída apenas de energias, que tentam a satisfação das exigências puramente especulativas,  não é obra só do pensamento, é obra de uma personalidade que pensa, de um homem que pensa, que busca seus ideais e seus objetivos, não tendo lugar para porquês, pois numa busca diuturna sempre encontro a resposta, não fico esperando cair de pára-quedas. Conseqüentemente nessa estrutura de ser humano que escreve esta presente exigências de compreensão, assim como exigências de ação. Não quero aqui limitar-me tão só a explicar o homem, mas explicando aos leitores do meu blog, e assim ajudando entender a exigência de realização interior dele. Não é só uma exigência para atender à necessidade de compreensão e de explicação, mas para atender às exigências totais de realização. Uma realização que não se processa apenas com a presença de comentários, mas com o atendimento de todas as exigências de chegar perto da perfeição, de acabamento, de integração do homem na verdade e, conseqüentemente, no bem dela decorrente. Sempre que posto alguma coisa, sou movido pelos comentários que deixam na minha página, é a conjugação de uma multiplicidade heterogênea de linhas de força, de tendências, de inclinações. Algumas aparecem subconscientes e outras até inconscientes, pois só vamos conhecê-las através da análise dos seus efeitos. É o que caracteriza o inconsciente: uma interpretação racional, não uma verificação experimental introspectiva. Essas linhas de forças podem ser, portanto, conscientes, subconscientes e até inconscientes. Por exemplo, os três últimos post onde alguém tão magnificamente entendeu minha forma de expor meus sentimentos e pensamentos, chegando a afirmar que: “suas metáforas foram extremamente bem colocadas,quando vc fala dos vagalumes brilhando numa noite escura, se referindo aos pensamentos dos apaixonados, ou com a comparação com a embarcação numa noite escura, onde vê-se a torre alta dos obstáculos...”  o fundo do pensamento, que eu expresso, no momento em que falo agora, é inconsciente, integra o meu inconsciente racional, está imerso em áreas de atividade subconsciente, na própria expressão do meu pensamento no momento. E há a raiz de reflexão de plena e total lucidez, de plena evidência. Procuro sempre saber o significado que tenho dentro dessa imagem assim constituída da unidade representativa do mundo; saber qual o sentido que tem a minha relação com essa totalidade visionada, com essa concepção unitária do mundo; saber que significação tem o mundo para mim e, qual é a minha posição no mundo. E sabendo agir e viver assim, tudo fica fácil como escrever esse texto. E assim sempre estou em paz, comigo e como todos que me cercam. Fiquem em paz, na minha paz

     



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     "O Senhor dá força ao seu povo; o Senhor abençoa com paz ao seu povo".

     Salmos, 29:11 

     

    A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia. Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.  Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece. A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé, na consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou,pelo menos, tentou. Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida, é ter ouvidos que ouvem olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem. É ter um coração que ama, é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se espreguiçam, é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas. Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer,  é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade, é ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer. Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências. A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições. É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender sempre. É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo. É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra. É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha não brigar por causa disso. A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo. “Deus”. Fiquem em paz na minha paz.

     



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    Hoje eu queria falar de amor

    Mas um amor diferente

    Aquele que a gente muitas vezes se esquece

    Dos irmãos que aqui padecem

     

    Venho de viagem longa sem distância.

    Sou passageiro da imaginação.

    Venho de um mundo onde a esperança

    É uma concreta realização.

     

    E assim com fé e devoção

    Convido a você amigo e irmão

    Juntar-se a nós nessa corrente

    De amor fé e oração

     

    E a você Neinha

    Não desespere jamais

    Pois o Doutor é sábio

    Mas, o poder de Deus é mais.

     

    Juntos em oração

    Em pensamento

    Nesse momento de dor

    Pedindo com fervor

     

    Sei que o Pai vai ouvir,

    Nossos corações elevados

    Numa só corrente de fé

    Tenha força, paz e serenidade.

    Pois é isso o que Ele quer.

     

    Fique em paz, na minha paz.

     



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