

::UM POUCO DE MIM::
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PRESENTINHO PELOS 10000VISITAS AO MEU BLOG,SOMBRA DO SOL AGRADECE A TODOS OS AMIGOS


::AWARD::

::HORAS::
sombra-sol@bol.com.br
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Ao longo da minha vida procurei, procurei, procurei. Mas só quando parei de procurar, encontrei; A felicidade que eu sempre busquei, encontrei; A vida que sempre sonhei, e um belo dia, descobri que para se achar, procurar não é a solução. E assim, de tanto procurar posso ir narrando cada pedacinho de você. Seus verdes olhos luzentes, confidentes, que me fitam com amor. Seus gestos de ciúme, teu queixume e o seu sorriso de cor. Amo a sua confiança na esperança de prender-me aos seus encantos, meus desejos não santos. Amo os seus cabelos loiros, seus tesouros que ganho sem merecer. A sua nuca sensível, combustível, que o meu beijo faz arder. Suas lágrimas sentidas, incontidas, quando fui indelicado. Braços abertos chamando, declarando que me havias perdoado. Amo os seus lábios vermelhos, dois espelhos dos beijos que em você deixei. As suas faces rosadas, bem coradas, dos rubores que causei. As suas mãos carinhosas, tão formosas, que me excitam sem temor. O seu corpo de boneca, que não peca por se dar ao meu amor. Amo o seu pensar aberto, descoberto, que não liga à convenção. Amo a sua gentileza, que a beleza passa com o tempo, e ela não. Háaa!! Que pena!! Acordei. O sonho é como a nuvem, que com o tempo desaparece e some. Você do nada aparece e talvez do nada some, você é alguém que desejo alguém com quem sonho, alguém que talvez um dia fosse meu amor, meu desejo, meu anseio mais profundos que talvez o sonho levou. Você é o meu tudo, o meu ser, o meu viver. Você é meu amor, que o tempo não consegue apagar. Você é como um sonho que insisto em sonhar. Fiquem em paz, na minha paz. Foi de repente, não sei o que dizer, não entendi o que sentia, ainda não entendo, mas o que posso fazer? Juro que estou tentando não pensar Que coisa é essa, que me invade, mansa, mas firme, que me adentra e toma conta, que me trás angústia, mas é plena de esperança, que me encanta, me seduz e me amedronta? Que sensação é essa, que em meu peito dança um ritmo alucinante, que me traz a mente tonta, que se faz presente, se retrai e de novo avança, que me constrói e em seguida me desmonta. Não conseguia realizar o meu maior e único sonho. O meu único objetivo e desejo era conhecer a pessoa que costumava ir visitar (teclar). Parece estúpido, como é que alguém pode sentir algo por alguém sem conhecer. Mas eu sei que tem pessoas que me compreendem, e que passam ou passaram por situações semelhantes. Alguns desistiam, porque sabiam que nunca iria dar certo. Outros conseguiam e eram felizes. E eu estaria integrado em qual grupo? Aquele que desiste de ser feliz, ou aquele que luta e vence? Quero acreditar que pertenço ao segundo grupo. Respiro a nostalgia que torna em não me querer deixar. Certa vez li algo de Clarice Lispector que dizia assim: "...receba em teus braços, o meu pecado de pensar..." Não é meu pecado, se tenho errado é por crer no destino, ando de olho fechado em desatino. É melhor evitar o pecado do que tentar viver com as suas conseqüências, o sofrimento de colher geralmente pesa mais do que o prazer de semear. Mesmo porque entre nós, existe uma distancia sem fim onde o abraço não abraça os olhos não enxergam, só o pensamento alcança a outra parte de mim. A comunicação humana já passou por processos rudimentares como sinais de fumaça e ruídos de tambores. E hoje, podemos nos comunicar com outras pessoas em um não-lugar, em tempo real, através da Internet. Hoje nosso endereço que em vez de rua, número e bairro têm um símbolo - arroba - no meio. É o tal do e-mail, que foi incorporado ao nosso vocabulário como muitos outros. Então, agora temos dois endereços. Um é o da casa onde moramos, a casa real. A carta enviada pelos correios, aquela carta com jeito antigo, com selo, trazida pelo carteiro, é entregue nesse endereço. Dá até saudade dessa época em que a gente escrevia cartas, com letra caprichada, naquele papel fino e depois colava o selo. Agora, tem o endereço eletrônico, que é o endereço na Internet. É como se fosse uma outra casa, num mundo que não é real, palpável, visível. É o mundo virtual. Aí, a carta é enviada através do computador pro e-mail de alguém e chega direitinho no computador dessa outra pessoa. E assim o silêncio salta faz piruetas e dança, invisível pelo espaço cibernético intransponível que separa você de mim. Mas quem tem um porquê, sempre encontrará o como. E assim fico pensando em tudo, coisa estranha. Virei de repente ator de um filme, do qual não sei o enredo. Que vai passado no momento exato em que está acontecendo, quem sabe não a transformação que está transcendendo a dor na vivência do amor! Fiquem em paz, na minha paz. Sempre gostei de ter um bom relacionamento com todos aqui no nosso mundo virtual. E com a nossa blogosfera, podemos chegar mais perto das pessoas. Relacionamento é um tema que aflige a humanidade em todas as épocas, desde os contatos insignificantes, até os de supra importância, aja visto que uns preferem a beleza da fauna, outros, preferem a beleza da flora. Ainda bem que Deus com sua infinita sabedoria nos deixou o livre-arbítrio onde possamos resgatar equívocos em nossa caminhada, ou reencontrarmos-nos com nos mesmos para podermos fortalecer nossa evolução. Reiniciamos relacionamentos que geralmente não são novos, mas sim continuidades de nossas vivências por esse mundo de meu Deus. Devido à bagagem existente, os relacionamentos muitas vezes são difíceis, pois ainda são predominantes o orgulho e o egoísmo. Não estamos libertos de nossos vícios morais, e ainda não aprendemos a nos relacionar conosco mesmo. Na busca de desejar conhecer o outro, visualizamos facilmente os defeitos sem perceber que, seguidamente, enxergamos no próximo os nossos próprios equívocos, embora sem os reconhecer. E aqui com nossos blogs, temos oportunidade de aprimorarmos moralmente, de vermos em nosso semelhante um ser com as mesmas dificuldades, buscando também, assim como nós, a compreensão. A partir do momento em que procuramos nos conhecer, vivendo em equilíbrio, estamos nos preparando para uma boa convivência com os mais próximos. Iniciando na família um relacionamento maduro de ajuda mútua, contribuindo para o progresso da sociedade. Neste instante estamos desenvolvendo em nós melhores sentimentos, contribuindo assim para um mundo onde as relações se tornem amenas, amigáveis e fraternas. Sendo os nossos relacionamentos encontros ou reencontros. É assim que muitas vezes encontrei no desencontro de mim onde as nuvens negras pairavam incessantemente no céu da minha existência, muitas vezes aqui no meu blog encontrei em vocês o sol que me aqueceu do frio que gelava a minha alma e o meu coração. Encontros nos desencontros de nós, almas perdidas despidas de carinho carregadas de solidão. Ao longe vislumbramos horizontes, caminhos por desbravar. Encontramos nos desencontros de nós, e nos encontramos em nós. Fiquem em paz, na minha paz. Depois de um longo tempo sem escrever, hoje resolvi postar umas palavrinhas, pois a saudade de todos vocês bateu forte. Faz algum tempo que abandonei meu cantinho, fui vaguear um pouco pela vida, li bons livros, assisti bons filmes, viajei muito e principalmente, orei. E hoje posso garantir, sinto-me melhor comigo mesmo, estou em paz. Sentado no saguão do aeroporto observando o ir e vir das aeronaves detive o olhar em um casal de namorados, observei cada gesto deles. Sentia alegria em ver um casal tão bem sucedido, mas ao mesmo tempo uma profunda tristeza. Pensava na minha vida, em tudo o que tinha acontecido. Acho que estava querendo aproveitar aquele momento melancólico ao máximo. Entrei em tristeza profunda, a melancolia visitou-me hoje e trouxe com ela a mais profunda das tristezas. Aquele homem que demonstrava a todos que era forte e que conseguia passar por tudo, estava agora ali sozinho. Tirei a máscara de forte e decidi mostrar ao mundo que sofro e choro como qualquer ser humano. Era ridículo o meu estado lastimável. Afinal de contas porque é que eu estava assim? Porque fazia da minha vida uma ilusão. Sonhava, mas acordava a tempo e iludia-me. Era sempre assim que acontecia. E eu não queria aprender. Lancei um sorriso ao ar. Uma lágrima percorreu minha face, deixando por onde passava um traço que parecia não ter fim. Estas lágrimas não vieram dos olhos, mas saíram da alma. Eu não chorava por chorar, eu tinha razões. Já chorei outras vezes, e eu que tinha prometido que não o voltaria a fazer. Vá lá mais uma coisa que não se realiza na minha inércia vida. Começo a pensar mais uma vez em tudo. Em tudo que eu sempre sonhei e nunca fiz tudo àquilo que não está em minhas mãos e que eu não posso fazer nada. Apenas esperar, esperar e voltar a esperar; como se isso fosse fácil, o tempo voa. Somos todos meros escravos do tempo. Não vou deixar o dito tempo vencer, outra vez não. Talvez precise de me encontrar comigo próprio, dizer a mim mesmo, descobrir afinal quem sou eu. Um apaixonado pela vida, apaixonado por meus filhos e minhas amizades. Sou um lutador constante, alguém que se deixa cair, mas que se levanta logo a seguir. Alguém a quem os insultos passam por cima e os elogios não me fazem influenciar nem um milímetro. Sou verdadeiro comigo, sou a lei de mim mesmo. Às vezes é que me deixo ir, mas só por breves momentos, nada de desastroso nem preocupante. Se a vida não me sorrir, sorri-o eu para a vida. Fiquem em paz, na minha paz. Hoje me deu uma enorme vontade de percorrer os rincões da minha alma. De perguntar por mim, de saber de mim. Em quais mares estariam navegando os meus sonhos? Quais promessas estariam hibernando na pauta da minha ilusão? Hoje me deu uma imensa vontade de me entregar para mim mesmo, assim sem reservas, mas será que tenho essa confiança em mim? Olho no espelho e vejo que estou trancafiado por dentro, preso por alguma condição cruel que recuso a descobrir, não sei se posso assim chamar, talvez eu sei, talvez não tenho certeza, mas não quero ver, não quero crer, recuso-me a acreditar. No fundo faço concorrência comigo e me falo numa língua desconhecida já com o propósito de não me entender. É tão difícil esse encontro comigo mesmo? É uma guerra invisível onde eu sempre perco. Covardia? Digo que é o destino, que ele já estava traçado e disso não se pode fugir. Verdade é, tenho medo do superlativo. Quando tudo começa a ficar muito bom eu desconfio, acho que não é pra mim, que não mereço que vou sofrer depois, e dou um passo para trás. O problema é pensar demais. E quando penso estrago tudo. No entanto, a outra parte de mim diz: quando penso, salvo tudo. Que incongruência! O nosso coração é enganoso. Não é a bíblia que diz isso? Ganhando ou perdendo sigo a pensar. Nem vou pensar muito agora, para não desistir de escrever ou para não pensar uma coisa nova demais, algo que eu não saiba manipular. Porque no fundo somos todos manipuladores. Aprisionamos as formas livres com o nosso ponto de vista limitado e fazemos disso verdade absoluta. Pior é que levamos outras pessoas a acreditarem, também, nas nossas teses. Aí vem aquela sensação fininha de culpa: será que estou me traindo? Ah, escrever é tão perigoso! Tenho medo das palavras novas. Tenho medo das palavras carregadas de significados. Queria escrever de forma clara. Queria estar vazio de mim mesmo e de todo o conhecimento que suponho ter. Queria aprender a me livrar deles. Mas a escrita ensina o contrário. É preciso ler, viajar, conhecer, acumular. Elementos, esses, essenciais na vida do ser humano. Provavelmente essa teoria é a mais coerente. Escrever, partindo do ponto mais profundo, seria escrever com o próprio sangue. Queria percorrer as cavernas de dentro de mim, mas não queria ir tão longe. Apenas queria conhecer as manifestações do coração. O tempo passa tão depressa e vai engolindo tudo, os amores, as dores, as sensações, o tempo ordena e continua. Então fica esse silêncio, esse frio hostil, essa sensação de perda. E por mais que tentemos nos agarrar com unhas e dentes ao que pensamos ter e ao que pensamos sentir, tudo o que não foi alimentado se vai e a gente, às vezes, nem se dá conta. Aí me lembro de uma frase de Pablo Neruda: "...o miserável ser humano defendendo seu miserável tesouro". Talvez por isso eu abri a porta do meu quarto, a janela, a persiana, liguei o computador que a muito tempo não ligo ou entro nesse aposento, quis tocar o dedo na poeira e saber de que vento se estabeleceram essas substâncias? Que tristeza me fez usar aquele luto, triste traje, dependurado atrás da porta. E aquelas lágrimas secas, de que pesar brotaram? Descobri que dentro de mim há uma estátua esculpida pelo esquecimento. Percebe-se nela o gasto sentimento que foi deixado para trás, o uso e desuso dos desejos, as pegadas dos pés, o toque dos dedos, coração na mão. As coisas do interno e do externo. Uma estátua com manchas, rugas, marcas de dentes, roída em alguma parte pelas lágrimas e suores e em outra parte, uma superfície suave de quem foi tocado pelo recurso do tato ou por um ato de arrebatado amor. Há uma estátua dentro de mim, um corpo morto, por onde corre o doce e vivíssimo rio da lembrança. Lembranças de todos vocês amigos da nossa magnífica blogosfera. Fiquem em paz, na minha paz. Nada se perde na imensidão da nossa blogosfera. Assim como o riso alegre de uma criança produz leveza e encantamento, nosso mundo virtual é capaz de visualizar, apesar da distância, a sombra de uma folha caindo no crepúsculo de uma tarde de inverno. E podem estar certos que durante minha ausência pude sentir o carinho de todos vocês na amplidão desse mundo que tão bem sabemos expressar nossas emoções. Um mundo sem teto nem paredes, sinfonias das teclas evoluem baixinho tons sobre tons espargem no espaço minúsculas partículas semelhantes a pequeninas pétalas de rosas, desaparecendo no ar antes de alcançar o chão. A serenidade, nas palavras de cada um em seus blogs, reflete com soberana maestria as estações da vida. E eu aqui tentando deixar fluir o que de melhor tenho para oferecer, meu carinho, amizade e admiração por todos vocês. Convido para que recolham nas mãos espalmadas as pétalas translúcidas que caem do alto, qual garoa fina e transparente, o aroma delicado penetra nos sentidos causando sensações de prazer e calma, revigorando as energias. As notas suaves da melodia bailam vagarosamente no espaço, desabrochando sentimentos ternos e harmoniosos. Pois nessa vida tudo é passageiro, portanto temos que plantar amor, só assim colheremos amizade, temos que saber semear alegria para sermos recompensados com a felicidade, vamos plantar a vida para sermos agraciados com o milagre, vamos sempre semear a verdade para podermos colher confiança, pois só com fé chegaremos a certeza. E eu humildemente semeio carinho a todos vocês, e assim posso colher com gratidão todos os comentários que tanto me enaltece e me deixa feliz. Sintam-se todos abraçados por mim. Fiquem em paz, na minha paz. Como não poderia deixar passar em brancas nuvens, hoje resolvi voltar ao cantinho que tanto prazer proporcionou-me durante tanto tempo, e os faço para poder deixar registrado a todas vocês mulheres que pela imensidão do seu amor, tem um pouco de anjo e muito de Deus, pela incansável solicitude dos cuidados seus; Uma mulher que, ainda jovem, tem a tranqüila sabedoria de uma anciã e, na velhice, o admirável vigor da juventude, se de pouca instrução, desvenda com intuição inexplicável os segredos da vida e, se muito instruída age com a simplicidade de menina. Mulher que sendo pobre, tem como recompensa a felicidade dos que ama, e quando rica, todos os seus tesouros daria para não sofrer no coração a dor da ingratidão. Mulher que, sendo forte, estremece com o gemido de uma criança e, sendo frágil, consegue reagir com a bravura de um leão. Mulher que, enquanto viva, não lhe damos o devido valor, porque ao seu lado todas as dores são esquecidas, entretanto, quando morta, daríamos tudo o que somos e tudo que temos para vê-la de novo ao menos por um só momento, receber dela um só abraço e ouvir de seus lábios uma só palavra. Dessa mulher não me exijas o nome, se não quiseres que turve de lágrimas esta lembrança, porque já a vi passar em meu caminho. Mesmo que nunca tenha gerado um filho, mesmo que nunca venha a gerá-lo. Toda mulher é mãe, primeiro da boneca, mais tarde dos irmãos, casada é mãe do marido. Sem filho, será mãe adotiva. Entregará a alguém os benefícios do seu amor, os sobrinhos, os filhos alheios, uma causa justa. Não basta somente um dia para consagrar às mães, porque o seu amor e o seu carinho foram, são e serão sempre intermináveis. É uma história que não tem começo nem fim, porque nossas mães nos sonharam muito antes de nossa existência uterina, nos amaram bem antes de ver as nossas faces, e nos pressentiram um futuro feliz quando ainda nem éramos presentes. Não basta apenas um dia para agradecer tudo o que nossa mãe fez por nós. Se raras são as palavras para traduzir todos os gestos e afetos que recebemos de nossa mãe, generosas são as lembranças de sua sabedoria e ensinamentos. Não basta um dia, o dia das Mães é um dia para sempre. Porque as mães são infinitamente ternas, e sempre eternas. A maternidade é irreprimível, como uma fonte de água que uma pedra obstrui, ela vai brotar adiante. A maternidade não tem fronteira, não tem cor, não tem preferências. É das poucas coisas que se basta a si mesmas. Tem sua própria devoção: a Esperança. Tem sua própria ideologia: o Amor. A todas vocês um feliz dias das MÃES! Fiquem em paz, na minha paz. Com o pouco tempo de Sombra do Sol nesse mundo fascinante que é a nossa blogosfera, onde me instalei, provisoriamente, numa página simples e humilde, trazia comigo uma enorme confiança em Deus e no coração palavras e emoções que aos poucos foram cativando todos vocês inesperadamente, contra todas as minhas expectativas. Tinha consciência que esta nova etapa da minha vida seria um desafio maior do que os anteriores. Mas reconhecia-lhe a vantagem de estar alicerçado no espírito, amadurecido ao longo de minha linda caminhada pela vida. Não sabia muito bem como, mas queria pôr a minha experiência de vida há muitos anos alicerçados na fé ao serviço da nossa blogosfera. Tinha noção dos meus limites pessoais, mas havia uma voz interior que me serenava. Deus, que me escolheu, abriria o caminho à minha frente. Assim prossegui na descoberta dos novos caminhos, no contato com todos vocês que hoje tenho orgulho de chamá-los de amigos. Um certo temor da aventura diária, que me acompanhava, sempre foi vencido por essa força interior, tranqüilizante e impulsionadora, que em cada manhã me enviava para uma nova aventura, um novo texto. Deus concedeu-me a fortaleza necessária para corresponder ao envio que me fez e continua a fazer. Agora, novos caminhos me esperam. E parto com alegria e com esperança, alentado pela extraordinária experiência que me foi dado viver aqui no nosso mundo virtual. Quando iniciei o Sombra do Sol constituiu um desafio e produziu um certo deslumbramento. Desafio pelo desconhecido, deslumbramento pela descoberta da imensa riqueza humana, espiritual contida em cada um de vocês e em seus blogs, cada um com sua característica particular a que tão facilmente me afeiçoei. Vim para servir e procurei fazê-lo da melhor maneira, apesar dos múltiplos limites. Com o decorrer do tempo, pude observar que para ajudar ao próximo não precisamos de muita coisa, é só termos boa vontade e disposição, e assim conseguimos ser o fulcro unificador da nossa blogosfera, mas para isso acontecer precisamos ter tempo, nos dedicar, coisa que no momento não estou tendo. A dispersão unifica-se, o monolitismo diversifica-se, a rotina é vencida pelas exigências, a criatividade adquire sensatez, a glória modera-se, o sofrimento suaviza-se, a fadiga esquece-se e a alegria encontra espaço na partilha fraterna da nossa interação. Vim para servir, mas devo reconhecer, com sinceridade, recebi muito mais do que dei, basta conferirem os comentários de minha página e os que fiz na de vocês. Aprendi a ser blogueiro com vocês, e durante este tempo, tive o raro privilégio de conviver de perto com pessoas dotadas de ciência e sabedoria, que nos guia com alegria e docilidade, como amigos íntimos e sinceros, que nos desvenda os caminhos da vida que ele próprio já percorreu. Em cada página que visitei o amor a Deus, a profunda clarificação da fé, a ilimitada capacidade de trabalho e a quase perene serenidade perante as contrariedades da vida, entre muitas outras, são qualidades pessoais que me tocaram profundamente em cada letra que li no blog de cada um. Notável foi igualmente a proximidade e convivência diária com os mais próximos, como formando uma irmandade residindo na mesma casa, autêntica comunidade de vida, de partilha de ideais e preocupações, de mútuo estímulo e de permanente fortalecimento da coesão espiritual. Foram dias inesquecíveis que me servirão de guia no futuro. O clima de proximidade e os laços de amizade que, entretanto se foram criando, tornaram mais fácil o relacionamento ajudaram a equacionar os problemas e a procurar as soluções mais convenientes, em cada momento. Saibam que podem contar comigo, porque não sou dos que acreditam que as relações humanas são mercadorias, vocacionadas para serem adquiridas ou descartadas de acordo com as "cotações de mercado" dos amigos. Levo comigo gratas recordações de amor e fé inquebrantável, de vasta cultura e zelo de cada pessoa que cativei. Parto do meio de vocês, com alegria e com esperança. A alegria de vocês será também a minha alegria. Conservar-me-ei unido a vocês nas visitas em suas páginas, nas orações e na comunhão de sentimentos. Quando iniciei minha página fiz um brinde ao novo e fiz um convite a que todos caminhassem em busca dos melhores sonhos que a generosidade humana foi capaz de desenhar. E agora usarei uma frase de Eduardo Galeano: “A utopia está no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isto: para fazer caminhar". Da renovação deste convite faço minha palavra final. Até breve e muito obrigado pelo carinho de todos vocês. Fiquem em paz, na minha paz.. Dizem que a verdadeira missão das ostras, nas profundezas marinhas, é fazer parte da cadeia alimentar, transformando através do seu processo de digestão a matéria orgânica em sais minerais. Acontece que uma determinada ostra, ao se abrir para cumprir a sua missão, se depara com um enorme e urgente desafio. Um grão de areia penetra-lhe a carne macia e a faz sofrer e para neutralizar esta agressão à própria vida, ela começa a elaborar uma substância nacarada e envolve o grão de areia dessa substância neutralizando a dor, o sofrimento, originalizando assim a pérola. Nós, somos um pouco como as ostras, temos uma missão enorme, e às vezes nos deparamos com grandes desafios. Desafios que nos fazem elaborar nossas pérolas pessoais. Perolas essas que muitas vezes perdemos sem saber bem o porquê, simplesmente se esvai, e quando percebemos a pessoa partiu sem dizer nada. Deixando um vazio imenso. Uma saudade grande que penetra nos meus sonhos e acelera minha inquietude. Às vezes penso que você virou estrela. Mas eu, particularmente, sei que isso não é verdade, você não virou estrela, a gente só vira estrela quando morre, não é esse o seu caso, você não morreu. Sei que está bem viva em algum lugar. Em alguma parte dessa selva de pedras gigante, rodeada de estranhos, cercada de rostos inexpressivos ou perdida, talvez, numa ruazinha sem saída. Quem sabe choramingando num beco de lembranças à espera de um milagre. O milagre do nosso reencontro, a graça do nosso recomeço. Sinto você rondando por guetos, escondidinha, como uma menina assustada, cheia de medos e receios, à mercê do acaso, ou do inesperado, não vê o dia, nem a hora de ser reencontrada. É por isso que busco que procuro, dentro de mim, incansavelmente, a sua presença, como o mendigo deitado na esquina querendo saber de que lado fica o amanhã. Futuco velhos baús, de um amontoado de caixas amarelentas, pulam imagens embaralhadas, salta o bicho papão dos meus sustos de menino. Não restou quase nada nesse quebra cabeça de mil peças, onde tento juntar, aos poucos, a medida em que o tempo me permite, os pedacinhos, formar um chão seguro onde pisar, ou um porto onde atracar meu barco a deriva de saudades. Às vezes, na minha saudade, me perco horas a fio nesse espaço que criei só para pensar em você. Sempre que posso, fujo para dentro dele e me questiono: onde estará ela agora? Em que parte do meu eu distante aquele pedacinho de mim me escapou? Que atalho seguiu, que eu não vi? Por qual e estranho caminho sua sombra se embrenhou que não deixou pistas que pudessem, ao menos, ser seguidas a depois? Fantasmas se formam em pequenas lágrimas, e se derramam pelo meu rosto, como se fossem cascatas de sonhos bonitos, sonhados ao aconchego de uma noite eterna, da qual não gostaria nunca ter acordado. Esses seres me assustam me prendem numa dor sem sentido, num abraço desconexo e, muito depois, quase às portas da exaustão, desaparecem, somem, criam asas enormes, se mesclam no ar, viram pequenos pontos distantes e da mesma forma como apareceram, se vão sem deixar vestígios. Assim como você se foi, um amor bonito que não vingou. Uma existência que se perdeu entre as brumas de um passado que maltrata e fere profundamente. Você minha ternura antiga, aquela que possui a cor do tamanho da infelicidade que, desde sempre, me atormenta. Ela tem, ainda, o cheiro acre do vazio que restou de tudo. Meu coração sente saudade e essa saudade é do tamanho do seu rosto. Uma parte de mim sofre, a outra se desvencilhou e seguiu viagem dentro de você. Numa dessas noites, embevecido em nosso quartinho de lembranças, seus olhos, de repente, pareceram me espreitar por detrás de uma canção distante.Você sorri, sorri um sorriso de princesa, ao tempo que se abre inteira, como uma pétala de rosa, igual flor desabrochada botão. Nos abraçamos longamente. Nessa hora, você se entrega, sem medo, se envolve, no calor dos meus braços. Saímos de mãos dadas, sem nos importarmos com os demais e corremos até o portão -, há um corredor comprido até onde está o portão –, todavia, antes de chegarmos até ele, tudo se dissolve. Vira tempo, fumaça, lembranças. Não fosse pouco e tudo se esvai, tudo se junta à noite, onde uma lua gentil nos espreita lá do alto. Saudade derrama prata sobre seus cabelos. Bate um vento ameno, que duplifica o enigma, como se alguém deitasse no frio piso do corredor, uma varinha mágica. Mal tenho tempo de gritar, aliás, eu grito, eu grito, grito forte, grito sentido. O meu amar não exclui a solidão, nem destrói esse indivisível fardo que carrego. Minha voz se perde num silencio em branco e preto, consome a fotografia que desenhei de você. Consome a mim, num eterno enigma que me envolve logo depois. Mas eu sou, como a ostra, que no meu sofrimento, vou elaborando a pérola para poder adornar seu pescoço. Você é o meu alvo. A flecha alcança o alvo que Atrai a flecha. Você partiu eu sei, sem dizer nada. Permaneceu, por aqui, um vazio imenso. Mesmo dentro desse vazio, percebo que o vento deixou suas lições, sem, no entanto, dissentir. Na minha saudade, enquanto espero por você, enquanto sinto o vento, enquanto sinto o ir e vir de tudo, uma esperança, ao meu redor, se veste colorido. Nessa esperança, até as flores do jardim dos seus olhos brincam de primavera. Fiquem em paz, na minha paz. Primeiro pinte uma gaiola Com a porta aberta Depois pinte Algo gracioso, Algo simples, Algo bonito Algo útil Para o pássaro. Então encoste A tela a uma árvore Num jardim Num bosque Ou numa floresta. Esconda-se Atrás da árvore Sem falar Sem se mover... Às vezes o pássaro Aparece logo Mas ele pode demorar Muitos anos Antes de se decidir. Não desanime. Espere. Espere durante Anos se necessário. A rapidez ou a Lentidão do pássaro Não influi no bom Resultado do quadro. Quando o pássaro aparecer Se ele aparecer Observe no mais profundo silêncio Até o pássaro entrar na gaiola. E quando ele entrar Delicadamente feche A porta com o pincel. Então Apague uma a uma todas as grades Tomando cuidado para não tocar Na plumagem do pássaro. Em seguida Pinte a árvore Escolhendo o mais Bonito dos seus galhos Para o pássaro. Pinte também a Folhagem verde E o frescor do vento O dourado do sol E a algazarra das Criaturas na relva Sob o calor do verão. E então espere até que O pássaro decida cantar. Se o pássaro não cantar É um mau sinal, Um sinal de que A pintura está ruim. Mas se ele cantar É um bom sinal, Um sinal de que você Pode assinar. Então, com muita delicadeza, Você arranca uma Das penas do pássaro E escreve o seu nome Num canto do quadro. Nestes últimos dias os que comigo convivem puderam observar a tristeza em meu olhar, os mais chegados observaram além da tristeza no olhar a guerra interior que travo comigo mesmo, pois falta a essência do ser, do viver. Em abril de 2006 numa noite cansativa, onde o telefone toca pedindo minha presença sem demora, saio de casa as pressas, não via nada nem ninguém na minha frente, uma corrida desesperada e a voz de minha filha aflita ao longe eu escutava me pedia calma, devagar, pois já vamos chegar. Não estava eu preparado para esse infeliz dia, jamais esquecerei de nossos momentos felizes, sua partida deixou uma sensação de vazio eterno. É difícil pra eu aceitar essa partida prematura, afinal poucas horas antes estávamos lanchando juntos. Você que me ensinou a arte de amar, de compartilhar, ensinou-me a ser homem, ser gente, com seus sábios ensinamentos recheados de amor e ternura. Mas restou essa saudade, a certeza de que os dias que virão serão de amargura. Nesta noite para mim triste, em que a vida parece perder seus encantos, essa flor negra da desesperança em mim existe. Para dar-te o último adeus; diante de você fiquei aos prantos. Não poderei mais ver os olhos verdes seus. Badalam os sinos da Igreja anunciando sua hora triste, pelas ruas da cidade vai, a passos lentos, sem ao menos olhar para trás. Ao mesmo tempo em que, fico a sofrer, sei que irás atender a um chamamento, que foi feito por Deus. Minha MÃE e Amada Minha, vá em paz, rumo a sua nova moradia, Adeus! Adeus minha Estrela Guia. E eu aqui, as lágrimas teimam em cair, sem timidez, sem hipocrisia, rolam quentes pela face. Não há por que esconder o sentimento puro que flui do apertado coração machucado pela dor da separação. Vão-se as horas passando, os ponteiros do relógio rolando, e eu aqui, chorando, pois chorar não é fragilidade, chorar são gotas quentes, torrenciais: De intenso amar, de emoções a extravasar. Amenizando a saudade e a dor da tristeza, que vem precipitada, assaltando e se aninhando em meu pensar. Deixem-me chorar! Cobram-me a interrupção de meu choro, e perguntam-me onde se escondeu o homem forte que sempre fui. Não quero este rótulo de forte, quando acontecimentos inesperados e mal administrados tecem armadilhas e delas meu coração não se desvencilha. Dispenso este rótulo de forte, quando sinto as forças exaurirem, como o vapor da água cristalina borbulhando no calor do fogo que a consome. Não quero este rótulo de forte, e, sem chorar, mais e mais me definhar. Em máscara de fortaleza não quero me esconder, há tempo pra sorrir, há tempo para chorar. Nem sempre podemos navegar por mares calmos e tranqüilos. Muitas vezes ao balanço da vida há momentos com tormenta, e o tormento, tortura e amargura o pensamento, há ondas imensas, furiosas, horrorosas, sacolejam o frágil corpo e esfacelam a desavisada alma, e o mar bravio está. Mas restam o consolo e a certeza de que tudo isto passará. Tenham uma excelente semana com saúde e luz. Fiquem em paz, na minha paz. Hoje eu havia programado postar meu ultimo texto, e assim guardando boas recordações dos momentos vivenciados por todos nós. Está escrito e pronto para postar, e certamente será postado no decorrer dessa semana, mas de repente não sei o porquê deu vontade de mudar o meu postar. Muitas vezes quando agimos por impulso, perdemos tantas coisas que nos é importante e nem damos conta, quando percebemos já perdemos, em vastos campos de egoísmo, por tê-lo desprezado e negligente que somos geralmente nos tornamos escravos de nossa intolerância, nos vemos sozinhos por opção e arredio por ignorância, pobre ser debilitado de energia e estéril de harmonia. Mártir de uma causa egoísta celebre detentores de uma verdade tão exclusiva, quanto inexistente, fortes movimentos rumo ao nada norteiam nossa investida pela vida, sempre cheia de desesperanças, forte aliado do pessimismo e servo, ainda que acomodado, de nós mesmo. Travamos lutas incessantes com nosso eu. Afinal não existe fruto ruim, nem terra infértil, não existem mentes sem pensamentos, não existem pessoas sem alma, e então olhamos para dentro da nossa alma, a nobre alma humana, e descobrimos túneis infindos, verdadeiros labirintos que se estendem tão profundamente, que precisamos voar em mágicos tapetes e percorrê-los, sem medo e sem pudor, e trazer a tona todo sentimento, fazer respirar, expor à luz. E assim vamos descobrindo em um canto deste labirinto, que é a alma humana, algo escondido, um ser? Um objeto? Não, descobrimos nossos sentimentos muitas vezes esquecidos por nós, esquecidos não, aprisionados mesmo, em uma masmorra de egoísmo e orgulho, mas mesmo na insanidade de submetê-lo a um injusto cárcere temos que aprender a pegar a chave que abra as portas de nosso coração, ao abri-lo, vamos ter a surpresa de ter um encontro com Deus. Muitas vezes lágrimas e sorrisos misturavam-se aos confusos pensamentos e vozes assim como sonoras brisas, sopravam em nossos ouvidos: foi bom ter achado o caminho de volta, mas se um dia por um acidente qualquer voltarmos a nos perder pelos labirintos da vida, temos que aprender a voar para dentro de nós mesmos, pois Deus sempre estará de braços abertos dentro de cada um de nós, basta procurar. Fiquem em paz, na minha paz. O Sol é Luz, é Leme, É Fonte de Energia e Amor!! Click na imagem e descubra um novo Sol Despontando no horizonte dos Sonhos!! Há momentos da vida que reconhecemos que estamos prontos para dar um novo salto, para efetivar uma mudança profunda. Lançamos-nos em novos desafios. Mas, aos poucos, nós nos pegamos fazendo os mesmos erros do passado. É como se tivéssemos dado um grande salto para cair no mesmo buraco. Caímos em armadilhas criadas por nós mesmos. Nos auto-sabotamos. Isso ocorre porque, apesar de querermos mudar, nosso inconsciente ainda não nos permitiu mudar. Em nosso íntimo, escutamos e obedecemos sem nos darmos conta, ordens de nosso inconsciente geradas por frases que escutamos inúmeras vezes quando ainda éramos crianças. Acredito que todos nós quando criança escutamos certas frases e até hoje repassamos aos nossos filhos, por exemplo: "Não fale com estranhos" Como a nossa mente foi programada para não falar com estranhos, cada vez que conhecemos uma nova pessoa nos sentimos ameaçados. Uma parte de nosso cérebro nos diz “vá em frente” e a outra adverte “cuidado”. É possível dizer a alguém para não amar? Para não sofrer, para não chorar, para escolher a quem vai amar? Somos regidos por alguma regra que temos que amar só os conhecidos? O coração não tem lógica, não tem juízo, se entrega e, entre dores e amores, sobrevive, vive. E quando o amor acaba nos fechamos na dor, na solidão até que a ferida sare e mesmo com uma enorme cicatriz recomeçamos o ciclo, novo amor. Sempre estamos atrás de alguém pra nos dar amor, amor esse que deveríamos ter por nós mesmos. De fato, o que acontece quando vamos atrás de alguém com esta intenção? Arrumamos, alguém que nos supra carência, que nos supra a falta de uma outra pessoa, que levante nosso ego, que nos dê amor. Será que isso é amor? Não, amor não faz com que dependemos de alguém, pelo contrário, amor liberta, amor confia, amor quer o bem da pessoa, amor não faz sofrer, amor é diferente de dependência. Por que é tão difícil ficar sozinho? Não acredito que ficar sozinho seja o destino de ninguém, porque é muito bom amar, porque é muito bom dividir as coisas com outra pessoa e ter objetivos em comum, mas também precisamos treinar o desapego. Imagine uma chuva de vento com um guarda-chuva, fica difícil segurá-lo, e ao mesmo tempo ele não vai nos ajudar em nada, se deixá-lo ir, ficará mais fácil, vamos nos molhar do mesmo jeito, mas não vamos sofrer em segurar algo que não agrega em nada. É isso que precisamos treinar, desapegar, aceitar as coisas como elas são, sem nos acomodar com as coisas, sempre lutar, mas aceitar a perda. Com isso fica mais fácil não estarmos junto de pessoas que servem apenas como válvulas de escape. Tudo passa na vida, achar que ter alguém pra substituir outra pessoa vai te fazer bem é um engano, só vai gerar nova decepção, nova dor. Então, o que fazer? Deixar de sentir, anular os sentimentos, calar a vida que teima em pulsar nas veias, o sangue a correr quente pelo corpo levando a esperança por todos os poros impulsionando a continuar? Ou, simplesmente ignorar todas essas emoções e vegetar numa redoma protegido de tudo e de todos, mas principalmente protegido de nós mesmo? Temos poucas escolhas na vida ou vivemos apegados ao ontem, ao passado, ou damos uma chance ao hoje tentando visualizar o futuro, não existe terceira opção. Estagnar, segurar o tempo no presente é impossível, ou paramos ou seguimos. Não existe "se" na vida prática, existe o sim ou não. Talvez, nem pensar "se" eu não fugisse, "se" eu não tivesse dito, "se" o caminho escolhido fosse o outro e não este. Não tem volta, destino traçado, ou ajudamos a traçar o nosso destino? Por que alguns conseguem outros não? Porque são mais corajosos, se arriscam mais, vão à luta sem medo e mesmo perdendo não desanimam enquanto outros se acovardam, ficam em pânico de tentar, abaixam a cabeça, encolhe os ombros, medrosos deixam que a vida os levem a mercê como uma folha carregada pelo vento, isto é o que o destino quer, ou que nós deixamos que o destino queira? Quantas vezes nós mesmos não damos uma pequena contribuição ao destino, às vezes erramos, às vezes acertamos num eterno jogo de ganhos e perdas que nunca ninguém vai saber quem realmente ganhou ou perdeu só aquele que viu a oportunidade de ser feliz e deixou escapar por medo ou covardia. Vai saber de quem é a culpa, nossa ou do destino. Fiquem em paz, na minha paz.
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