::UM POUCO DE MIM::

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Sou um homem que a minha história de vida tem pouco de mim e muito dos outros. Ela está fragmentada no olhar dos que me olham, na voz dos que me falam, no enredo dos que me narram, nos sentimentos dos que me amam, nas flores que cultivo ao longo de minha caminhada. E como a vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas. Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos





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    Com o pouco tempo de Sombra do Sol nesse mundo fascinante que é a nossa blogosfera, onde me instalei, provisoriamente, numa página simples e humilde, trazia comigo uma enorme confiança em Deus e no coração palavras e emoções que aos poucos foram cativando todos vocês inesperadamente, contra todas as minhas expectativas. Tinha consciência que esta nova etapa da minha vida seria um desafio maior do que os anteriores. Mas reconhecia-lhe a vantagem de estar alicerçado no espírito, amadurecido ao longo de minha linda caminhada pela vida. Não sabia muito bem como, mas queria pôr a minha experiência de vida há muitos anos alicerçados na fé ao serviço da nossa blogosfera. Tinha noção dos meus limites pessoais, mas havia uma voz interior que me serenava. Deus, que me escolheu, abriria o caminho à minha frente. Assim prossegui na descoberta dos novos caminhos, no contato com todos vocês que hoje tenho orgulho de chamá-los de amigos. Um certo temor da aventura diária, que me acompanhava, sempre foi vencido por essa força interior, tranqüilizante e impulsionadora, que em cada manhã me enviava para uma nova aventura, um novo texto. Deus concedeu-me a fortaleza necessária para corresponder ao envio que me fez e continua a fazer. Agora, novos caminhos me esperam. E parto com alegria e com esperança, alentado pela extraordinária experiência que me foi dado viver aqui no nosso mundo virtual. Quando iniciei o Sombra do Sol  constituiu um desafio e produziu um certo deslumbramento. Desafio pelo desconhecido, deslumbramento pela descoberta da imensa riqueza humana, espiritual contida em cada um de vocês e em seus blogs, cada um com sua característica particular a que tão facilmente me afeiçoei. Vim para servir e procurei fazê-lo da melhor maneira, apesar dos múltiplos limites. Com o decorrer do tempo, pude observar que para ajudar ao próximo não precisamos de muita coisa, é só termos boa vontade e disposição,  e assim conseguimos ser o fulcro unificador da nossa blogosfera, mas para isso acontecer precisamos ter tempo, nos dedicar, coisa que no momento não estou tendo. A dispersão unifica-se, o monolitismo diversifica-se, a rotina é vencida pelas exigências, a criatividade adquire sensatez, a glória modera-se, o sofrimento suaviza-se, a fadiga esquece-se e a alegria encontra espaço na partilha fraterna da nossa interação. Vim para servir, mas devo reconhecer, com sinceridade, recebi muito mais do que dei, basta conferirem os comentários de minha página e os que fiz na de vocês. Aprendi a ser blogueiro com vocês, e durante este tempo, tive o raro privilégio de conviver de perto com pessoas dotadas de ciência e sabedoria, que nos guia com alegria e docilidade, como amigos íntimos e sinceros, que  nos desvenda os caminhos da vida que ele próprio já percorreu. Em cada página que visitei o amor a Deus, a profunda clarificação da fé, a ilimitada capacidade de trabalho e a quase perene serenidade perante as contrariedades da vida, entre muitas outras, são qualidades pessoais que me tocaram profundamente em cada letra que li no blog de cada um. Notável foi igualmente a proximidade e convivência diária com os mais próximos, como formando uma irmandade residindo na mesma casa, autêntica comunidade de vida, de partilha de ideais e preocupações, de mútuo estímulo e de permanente fortalecimento da coesão espiritual. Foram dias inesquecíveis que me servirão de guia no futuro. O clima de proximidade e os laços de amizade que, entretanto se foram criando, tornaram mais fácil o relacionamento ajudaram a equacionar os problemas e a procurar as soluções mais convenientes, em cada momento. Saibam que podem contar comigo, porque não sou dos que acreditam que as relações humanas são mercadorias, vocacionadas para serem adquiridas ou descartadas de acordo com as "cotações de mercado" dos amigos. Levo comigo gratas recordações de amor e fé inquebrantável, de vasta cultura e zelo de cada pessoa que cativei. Parto do meio de vocês, com alegria e com esperança. A alegria de vocês será também a minha alegria. Conservar-me-ei unido a vocês nas visitas em suas páginas, nas orações e na comunhão de sentimentos. Quando iniciei minha página fiz um brinde ao novo e fiz um convite a que todos caminhassem em busca dos melhores sonhos que a generosidade humana foi capaz de desenhar. E agora usarei uma frase de Eduardo Galeano: “A utopia está no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isto: para fazer caminhar".  Da renovação deste convite faço minha palavra final. Até breve e muito obrigado pelo carinho de todos vocês. Fiquem em paz, na minha paz..

     



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    Dizem que a verdadeira missão das ostras, nas profundezas marinhas, é fazer parte da cadeia alimentar, transformando através  do seu processo de digestão a matéria orgânica em sais minerais. Acontece que uma determinada ostra, ao se abrir para cumprir a sua missão, se depara com um enorme e urgente desafio. Um grão de areia penetra-lhe a carne macia e a faz sofrer e para neutralizar esta agressão à própria vida, ela começa a elaborar uma substância nacarada e envolve o grão de areia dessa substância neutralizando a dor, o sofrimento, originalizando assim a pérola. Nós, somos um pouco como as ostras, temos uma missão enorme, e às vezes nos deparamos com grandes desafios. Desafios que nos fazem elaborar nossas pérolas pessoais. Perolas essas que muitas vezes perdemos sem saber bem o porquê, simplesmente se esvai, e quando percebemos a pessoa partiu sem dizer nada. Deixando um vazio imenso. Uma saudade grande que penetra nos meus sonhos e acelera minha inquietude. Às vezes penso que você virou estrela. Mas eu, particularmente, sei que isso não é verdade, você não virou estrela, a gente só vira estrela quando morre, não é esse o seu caso, você não morreu. Sei que está bem viva em algum lugar. Em alguma parte dessa selva de pedras gigante, rodeada de estranhos, cercada de rostos inexpressivos ou perdida, talvez, numa ruazinha sem saída. Quem sabe choramingando num beco de lembranças à espera de um milagre. O milagre do nosso reencontro, a graça do nosso recomeço. Sinto você rondando por guetos, escondidinha, como uma menina assustada, cheia de medos e receios, à mercê do acaso, ou do inesperado, não vê o dia, nem a hora de ser reencontrada. É por isso que busco que procuro, dentro de mim, incansavelmente, a sua presença, como o mendigo deitado na esquina querendo saber de que lado fica o amanhã. Futuco velhos baús, de um amontoado de caixas amarelentas, pulam imagens embaralhadas, salta o bicho papão dos meus sustos de menino. Não restou quase nada nesse quebra cabeça de mil peças, onde tento juntar, aos poucos, a medida em que o tempo me permite, os pedacinhos, formar um chão seguro onde pisar, ou um porto onde atracar meu barco a deriva de saudades. Às vezes, na minha saudade, me perco horas a fio nesse espaço que criei só para pensar em você.  Sempre que posso, fujo para dentro dele e me questiono: onde estará ela agora? Em que parte do meu eu distante aquele pedacinho de mim me escapou? Que atalho seguiu, que eu não vi? Por qual e estranho caminho sua sombra se embrenhou que não deixou pistas que pudessem, ao menos, ser seguidas a depois?  Fantasmas se formam em pequenas lágrimas, e se derramam pelo meu rosto, como se fossem cascatas de sonhos bonitos, sonhados ao aconchego de uma noite eterna, da qual não gostaria nunca ter acordado. Esses seres me assustam me prendem numa dor sem sentido, num abraço desconexo e, muito depois, quase às portas da exaustão, desaparecem, somem, criam asas enormes, se mesclam no ar, viram pequenos pontos distantes e da mesma forma como apareceram, se vão sem deixar vestígios. Assim como você se foi, um amor bonito que não vingou. Uma existência que se perdeu entre as brumas de um passado que maltrata e fere profundamente. Você minha ternura antiga, aquela que possui a cor do tamanho da infelicidade que, desde sempre, me atormenta. Ela tem, ainda, o cheiro acre do vazio que restou de tudo. Meu coração sente saudade e essa saudade é do tamanho do seu rosto. Uma parte de mim sofre, a outra se desvencilhou e seguiu viagem dentro de você. Numa dessas noites, embevecido em nosso quartinho de lembranças, seus olhos, de repente, pareceram me espreitar por detrás de uma canção distante.Você sorri, sorri um sorriso de princesa, ao tempo que se abre inteira, como uma pétala de rosa, igual flor desabrochada botão.  Nos abraçamos longamente. Nessa hora, você se entrega, sem medo, se envolve, no calor dos meus braços. Saímos de mãos dadas, sem nos importarmos com os demais e corremos até o portão -, há um corredor comprido até onde está o portão –, todavia, antes de chegarmos até ele, tudo se dissolve. Vira tempo, fumaça, lembranças. Não fosse pouco e tudo se esvai, tudo se junta à noite, onde uma lua gentil nos espreita lá do alto. Saudade derrama prata sobre seus cabelos. Bate um vento ameno, que duplifica o enigma, como se alguém deitasse no frio piso do corredor, uma varinha mágica. Mal tenho tempo de gritar, aliás, eu grito, eu grito, grito forte, grito sentido. O meu amar não exclui a solidão, nem destrói esse indivisível fardo que carrego.  Minha voz se perde num silencio em branco e preto, consome a fotografia que desenhei de você. Consome a mim, num eterno enigma que me envolve logo depois. Mas eu sou, como a  ostra, que no meu sofrimento, vou elaborando a pérola para poder adornar seu pescoço. Você é o meu alvo. A flecha alcança o alvo que Atrai a flecha. Você partiu eu sei, sem dizer nada. Permaneceu, por aqui, um vazio imenso. Mesmo dentro desse vazio, percebo que o vento deixou suas lições, sem, no entanto, dissentir. Na minha saudade, enquanto espero por você, enquanto sinto o vento, enquanto sinto o ir e vir de tudo, uma esperança, ao meu redor, se veste colorido. Nessa esperança, até as flores do jardim dos seus olhos brincam de primavera. Fiquem em paz, na minha paz.

     



    - Postado por:Sombradosol



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    Primeiro pinte uma gaiola

    Com a porta aberta

    Depois pinte

    Algo gracioso,

    Algo simples,

    Algo bonito

    Algo útil

    Para o pássaro.

     

    Então encoste

    A tela a uma árvore

    Num jardim

    Num bosque

    Ou numa floresta.

     

    Esconda-se

    Atrás da árvore

    Sem falar

    Sem se mover...

    Às vezes o pássaro

    Aparece logo

    Mas ele pode demorar

    Muitos anos

     

    Antes de se decidir.

    Não desanime.

    Espere.

    Espere durante

    Anos se necessário.

    A rapidez ou a

    Lentidão do pássaro

    Não influi no bom

    Resultado do quadro.

     

    Quando o pássaro aparecer

    Se ele aparecer

    Observe no mais profundo silêncio

    Até o pássaro entrar na gaiola.

    E quando ele entrar

    Delicadamente feche

    A porta com o pincel.

     

    Então

    Apague uma a uma todas as grades

    Tomando cuidado para não tocar

    Na plumagem do pássaro.

     

    Em seguida

    Pinte a árvore

    Escolhendo o mais

    Bonito dos seus galhos

    Para o pássaro.

     

    Pinte também a

    Folhagem verde

    E o frescor do vento

    O dourado do sol

    E a algazarra das

    Criaturas na relva

    Sob o calor do verão.

     

    E então espere até que

    O pássaro decida cantar.

    Se o pássaro não cantar

    É um mau sinal,

    Um sinal de que

    A pintura está ruim.

     

    Mas se ele cantar

    É um bom sinal,

    Um sinal de que você

    Pode assinar.

     

    Então, com muita delicadeza,

    Você arranca uma

    Das penas do pássaro

    E escreve o seu nome

    Num canto do quadro.



    - Postado por:Sombradosol



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    Nestes últimos dias os que comigo convivem puderam observar a tristeza em meu olhar, os mais chegados observaram além da tristeza no olhar a guerra interior que travo comigo mesmo, pois falta a essência do ser, do viver. Em abril de 2006 numa noite cansativa, onde o telefone toca pedindo minha presença sem demora, saio de casa as pressas, não via nada nem ninguém na minha frente, uma corrida desesperada e a voz de minha filha aflita ao longe eu escutava me pedia calma, devagar, pois já vamos chegar. Não estava eu preparado para esse infeliz dia, jamais esquecerei de nossos momentos felizes, sua partida deixou uma sensação de vazio eterno. É difícil pra eu aceitar essa partida prematura, afinal poucas horas antes estávamos lanchando juntos. Você que me ensinou a arte de amar, de compartilhar, ensinou-me a ser homem, ser gente, com seus sábios ensinamentos recheados de amor e ternura. Mas restou essa saudade, a certeza de que os dias que virão serão de amargura. Nesta noite para mim triste, em que a vida parece perder seus encantos, essa flor negra da desesperança em mim existe. Para dar-te o último adeus; diante de você fiquei aos prantos. Não poderei mais ver os olhos verdes seus. Badalam os sinos da Igreja anunciando sua hora triste, pelas ruas da cidade vai, a passos lentos, sem ao menos olhar para trás. Ao mesmo tempo em que, fico a sofrer, sei que irás atender a um chamamento, que foi feito por Deus. Minha MÃE e Amada Minha, vá em paz, rumo a sua nova moradia, Adeus! Adeus minha Estrela Guia. E eu aqui, as lágrimas teimam em cair, sem timidez, sem hipocrisia, rolam quentes pela face. Não há por que esconder o sentimento puro que flui do apertado coração machucado pela dor da separação. Vão-se as horas passando, os ponteiros do relógio rolando, e eu aqui, chorando, pois chorar não é fragilidade, chorar são gotas quentes, torrenciais: De intenso amar, de emoções a extravasar. Amenizando a saudade e a dor da tristeza, que vem precipitada, assaltando e se aninhando em meu pensar. Deixem-me chorar! Cobram-me a interrupção de meu choro, e perguntam-me onde se escondeu o homem forte que sempre fui. Não quero este rótulo de forte, quando acontecimentos inesperados e mal administrados tecem armadilhas e delas meu coração não se desvencilha. Dispenso este rótulo de forte, quando sinto as forças exaurirem, como o vapor da água cristalina borbulhando no calor do fogo que a consome. Não quero este rótulo de forte, e, sem chorar, mais e mais me definhar. Em máscara de fortaleza não quero me esconder, há tempo pra sorrir, há tempo para chorar. Nem sempre podemos navegar por mares calmos e tranqüilos. Muitas vezes ao balanço da vida há momentos com tormenta, e o tormento, tortura e amargura o pensamento, há ondas imensas, furiosas, horrorosas, sacolejam o frágil corpo e esfacelam a desavisada alma, e o mar bravio está. Mas restam o consolo e a certeza de que tudo isto passará. Tenham uma excelente semana com saúde e luz. Fiquem em paz, na minha paz.

     



    - Postado por:Sombradosol



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